Edição e diagramação

Edição e diagramação

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Terapia: Espírito Lívre!


O AMOR: A PANACÉIA FILOSOFAL


  • O amor deve ser uma constante na existência do homem.
Há em tudo e em todos os seres a presença do Amor. Em um lugar revela-se como ordem, noutro beleza e, sucessivamente, harmonia, renovação, progresso, vida, convocando à reflexão.

O amor é o antídoto mais eficaz contra quaisquer males. Age nas causas e altera as manifestações, mudando a estrutura dos conteúdos negativos quando estes se exteriorizam.

Revela-se no instinto e predomina durante o período da razão, responsabilizando-se pela plenificação da criatura.

O amor instaura a paz e irradia a confiança, promove a não-violência e estabelece a fraternidade que une e solidariza os homens, uns com os outros, anulando as distância e as suspeitas. É o mais poderoso vínculo com a Causa Geradora da Vida. É o motor que conduz à ação bondosa, desdobrando o sentimento de generosidade, ao mesmo tempo estimulando à paciência.

Graças à sua ação, a pessoa doa, realizando o gesto de generosa oferta de coisas, até o momento em que é levado à autodoação, ao sacrifício com naturalidade.


O amor é o rio onde se afogam os sofrimentos, pela impossibilidade de sobrenadarem nas fortes correntezas dos seus impulsos benéficos. Sem ele a vida perderia o sentido, a significação. Puro, expressa, ao lado da sabedoria, a mais relevante conquista humana.

Terapia: Espírito Lívre!


Evitar o sofrimento

Aplicar a compaixão quando agredido.

Uma reação de pesar, ante o ato infeliz, produz um efeito positivo no agressor. Proporciona o equilíbrio à vítima, que não desce à faixa vibratória violenta em que o outro se demora. Impede a sintonia com a cólera e seus famanazes, impossibilitando a instalação de enfermidades nervosas e distúrbios gastrointestinais e outros, face à não absorção de energias deletérias.

A compaixão dinâmica, aquela que vai além da piedade buscando ajudar o infrator, expressa bondade e se enriquece de paixão participativa, que levanta o caído, embora seja ele o perturbador.


Essa conduta impede que se instale o sofrimento na criatura.

Terapia: Espírito Lívre!


Superar o sofrimento

Identificar e estimular os traços de bondade do caráter alheio.


Não há solo, por mais sáfaro, que, tratado, não permita o vicejar de plantas. Em todo sentimento existem terras férteis para a bondade, mesmo quando cobertas por caliça e pedregulhos. Um trabalho, breve que seja, afastando o impedimento, e logo esplendem os recursos próprios para a sementeira da esperança.


Os indivíduos que se notabilizavam pela maldade na vida privada e no seu círculo social, revelavam-se bondosos e gentis tornando-se amados pela família e pelo grupo, mesmo conhecendo-lhes as atrocidades em que eram exímios.


A maldade sistemática, a impiedade, o temperamento hostil revelam as personalidades psicopatas que, antes, necessitam de ajuda, ao invés de reproche. A bondade, neles latente, aguarda o momento de manifestar-se e predominar, mudando-lhes o comportamento.


Com tal atitude, a de identificar a bondade, torna-se possível a superação do sofrimento, como quer que se apresente, especialmente o que tem procedência moral.

TERAPIA ESPÍRITO LIVRE

_Considerar todos os indivíduos como dignos de ser amados e tomar por modelo alguém que o ama e se lhe dedica, por isto mesmo, credor de receber todo o afeto.
Este sentimento, sem apego nem interesse gerador de emoções perturbadoras, desarma o indivíduo de suspeitas, de ansiedades e medos, ao mesmo tempo dirimindo as incompreensões de outrem e desarticulando quaisquer planos infelizes.
_Uma visão favorável sobre alguém dilui as nuvens densas que lhe obscurecem a personalidade, facultando um relacionamento positivo. A não-reação à agressividade do outro desmantela-lhe a couraça de prepotência, na qual se oculta. Se a resposta é otimista e sem azedume, conquista-o para um intercâmbio útil, ampliando-lhe o círculo de expressões afetivas. Logo, este sentimento contribui para anular os efeitos do sofrimento moral e dissipar algumas, senão todas as suas causas perturbadoras.
_O ato de ver bem as demais pessoas, torna-se um hábito terapêutico preventivo, em relação às agressões do meio ambiente, dos companheiros, constituindo um encorajamento para a luta libertadora.
_O cultivo, a expansão de idéias e conceitos edificantes apagam o incêndio ateado pelo pessimismo da maledicência, da inveja, da calúnia, tornando respirável a atmosfera social do grupo onde o homem se localiza.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

O Mestre de si mesmo




segunda-feira, 26 de abril de 2010

(anotações terapêuticas)



O MESTRE DE SI MESMO
(anotações terapêuticas)

SER FELIZ

Ser feliz é para quem luta
Pra quem busca
Para quem escolhe o que quer
Pra quem vai em frente, que não desiste,
Pra quem que, mesmo depois de perder, ainda tenta.

SER LIVRE

A liberdade está em quem sabe viver de acordo com as leis do Cosmos.
 Liberdade nasce naquele que luta por um propósito.
A liberdade está naquele que não tem o que é seu.
Que divide com o planeta o corpo que o planeta lhe deu.
Que arranca de si seus próprios pedaços e os distribui pela vida afora.
O corpo pertence ao pó.

O Mestre de si mesmo

Jamais de ouvidos aos elogios, eles acabam com você.
Jamais ceda às críticas, elas tiram você do seu caminho.
Elogios e críticas impedem você de ser quem é.
E todo aquele que tece elogios e críticas está apenas desfiando sua própria teia de ressentimetos.

ENTRETANTO

O Principio da liberdade está no respeito incondicional à liberdade do ser.
Esqueça as medidas e as considerações egóicas: eu acho, eu não que acho, eu concordo, eu discordo, eu gosto, eu não gosto, deve ser assim, não deve ser assim, bonito, feio, interpretações; toda interpretação sobre fatos, símbolos e pessoas, são as mais escancaradas declarações sobre si mesmo.
O inseguro não toma suas próprias decisões e por isso precisa de auxílio.
O fraco não consegue enfrentar a vida, por isso precisa ser defendido.
O medroso é atacado por exploradores, por isso precisa ser protegido.
Caso você acredite que cada qual deve arcar com seus próprios próprias conseqüências, volte ao início do texto.


NOTA:

O corpo de matéria densa pertence ao pó. O corpo de energia sutil pertence ao cosmos. Priorizando o corpo material você negligencia o corpo cósmico. Ao falir o corpo denso você consegue imaginar a aparência do seu corpo cósmico?

sexta-feira, 26 de março de 2010

Iniciação Mística

                                                                                                (dos rascunhos do mestre de si mesmo)


Praticar determinadas atitudes e rituais, para se tornar místico, tem sido um compreensível engano. Mas é evidente que a mística não está em atitudes e adornos. O ente não se torna um Místico porque age desta tal ou qual maneira, ou porque se adorna desta ou daquela maneira, ou usa este ou aquele símbolo. O Místico se torna e fortalece a medida que expande sua consciência às proximidades do infinito, a medida que se aproxima do eterno.
Os “mistificadores” são materialistas, admiram a aura de mistério e poder que envolve o Ser Místico, e por isso querem ser místicos. O Místico não vai passar informações ao materialista que não está preparado para suporta-la. Mas, o materialista que se diz místico inventa rituais e posturas para os outros materialistas que querem o poder do místico. Com isto destruíram o real significado do “Yoga”, e o denominam no gênero feminino e com a primeira vogal aguda: Io.(ó).ga. Esta não tem nenhuma relação com o primeiro. “O Yoga” é o caminho para a união com o divino. Não um meio para desenvolver características físicas sensuais. O Yoga não é uma distração, um passa tempo, ou um modismo É um modo de vida. Ser Místico também é um modo de vida muito amplo e complexo. Os mistérios descobertos e as revelações místicas tornam o ser um Místico, não sua vestimenta, sua postura ou a prática de mudras e mantras.
*
A sociedade materialista organizada repudia veementemente os Místicos, por não suportarem um ser que conhece mistérios. Que desvenda enigmas, que conhece o mundo invisível aos olhos do mundo material; e capaz de penetrar os mais sombrios segredos do Ser.
Não há qualquer contrariedade, dificuldade, obstáculo ou sacrifício no caminho do Ser Místico, nenhum abrolho. Isto porque o Místico tomou a decisão de trilhar a ascensão para o divino.
O Místico está conectado com tudo o que diz respeito à vida espiritual. É meditativo e contemplativo. Pode tomar suas próprias decisões, não tem necessariamente que se isolar da sociedade, ou viver enclausurado, a menos que seja da sua vontade. De qualquer maneira o Místico jamais vai tomar uma decisão que o afaste da ascensão ao infinito, a liberdade de vasculhar o Cosmo. Conhece a materialidade e as conseqüências de se priorizar a matéria, uma vez que da matéria sobra somente a poeira.
Os materialistas acreditam que ao Místico não importa a sociedade, que prefere a miséria e a pobreza, que esnoba o conforto e o bem estar. Não é verdade. A visão de “imediatamente” tem outra amplitude às sensações do Místico. O conforto e o bem estar no Místico estão em um plano ascendente, inalcançável para os horizontalistas da matéria. Entregar o que tem nas mãos para aquele que nada tem é apenas um gesto para o místico, enquanto que para o materialista que de tudo o que tem, tem no mínimo dois, se recusa irremediavelmente a emprestar para aquele que nada tem qualquer coisa que tenha sobrando.
Para o materialista, o que ele tem é dele, e quem não tem está sem. O materialista renega a metafísica, enquanto o Místico vive na metafísica. O prazer de viver no Místico esta em observar, pesquisar, experimentar, aprender, ter ciência, estar cônscio, expandir a consciência. Não teme a morte, o Místico, e não se importa em morrer. Seu pesar é viver sem ter aprendido nada, sem ter desenvolvido uma nova experiência.
O materialista não entende que um ser humano possa viver deste modo. Sem sentir falto dos confortos do mundo físico.
Estas não são comparações excludentes, tem por objetivo apenas tornar evidente o que é o místico em relação ao materialismo. O materialista chama ao que não compreende de “oculto”. Usa termos depreciativos por temor ao que não consegue controlar. O Místico sabe que nada há de oculto, a percepção humana é que é reduzida e incapaz de ver além dos sentidos densos. Mas, sabe com certeza que há algo além da nossa capacidade de distinguir.




















terça-feira, 25 de agosto de 2009

O Desperto

O Ser Desperto é dessassediado, permanente, total, plenamente autoconsciente de sua qualidade de desperticidade.
O desperto acusa imediatamente, em qualquer lugar, a qualquer hora, a presença de consciências assediadoras, lúcidas (calculistas e mal intencionadas) ou inconscientes, e não se deixa envolver nem ficar perturbado pela atuação ou intrusão patológicas urdidas por elas.
O desperto não é mais vítima de consciências perturbadoras. Ele as assiste, com desenvoltura, junto aos amparadores.
O desperto é uma isca assistencial consciente entre os microuniversos conscienciais.
Os seres despertos em geral, é óbvio, estão sempre interessados em tudo o que fazem assistencialmente, não só os amparadores, mas também os Orientadores Evolutivos.
(Mestre Sri Aurobindo)
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Os antigos Mestres iniciados da Índia chamavam os despertos de “Bodhisatthiva” que designava ainda aquele que voltou por compaixão para esclarecer os outros. Estes são os que iluminam com sua própria luz. Estes tomam suas próprias decisões alicerçadas por suas próprias convicções.
Estes geradores de “Luz” compreendem o “Real Incognoscível”.






O despertar da Consciência

Em um determinado momento da evolução o Ser levanta seus olhos e vislumbra o infinito.
É o despertar da consciência. Este é o estado que os “Antigos do Oriente” denominavam de “BUDDHA”. A partir deste instante não há mais sossego, não haverá mais tranqüilidade, uma inquietação se apossa da mente até a compreensão da existência e de Deus.
Despertar para a realidade infinita transforma o ser e amplia a consciência. O Desperto repassa seu passado milenar e vislumbra a sua frente sua própria eternidade. Muda automaticamente o “modo de vida”. Prevê todas as consequências dos seus atos e se responsabiliza pela sua prática.
O desperto torna-se o mestre de si mesmo, ciente de que o proveito benéfico de suas decisões é limitado pela consciência que possui da realidade.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Diversidade dos mundos

Considerações sobre a Terra:

A temperatura do centro da terra está avaliada em 3.300 Graus, temperatura a que nenhuma matéria conhecida resiste à fusão. Daí ao centro, ainda há um espaço de mais de 1.400 léguas, ou 2.800 léguas em diâmetro, espaço que seria ocupado por matérias fundidas.
[...] (isto nos) leva à conclusão de que a Terra ainda é uma massa incandescente recoberta de uma crosta sólida da espessura de 25 léguas no máximo, o que é apenas a 120ª parte do seu diâmetro. Proporcionalmente, seria muito menos do que a espessura da mais delgada casca de laranja. Aliás, é muito variável a espessura da crosta terrestre, porquanto há zonas, sobretudo nos terrenos vulcânicos, onde o calor e a flexibilidade do solo indicam que ela é pouco considerável. A elevada temperatura das águas termais constitui igualmente indício de proximidade do foco central.
58. - Acompanhando-nos em nossas excursões celestes, visitastes conosco as regiões imensas do espaço. Debaixo das nossas vistas, os sóis sucederam aos sóis, os sistemas aos sistemas, as nebulosas às nebulosas; diante dos nossos passos, desenrolou-se o panorama esplêndido da harmonia do Cosmo e antegozamos a idéia do infinito, que somente de acordo com a nossa perfectibilidade futura poderemos compreender em toda a sua extensão.
Os mistérios do éter nos desvendaram o seu enigma até aqui indecifrável e, pelo menos, concebemos a idéia da universalidade das coisas. Cumpre que agora nos detenhamos a refletir.
59. - É belo, sem dúvida, haver reconhecido quanto é ínfima a Terra e medíocre a sua importância na hierarquia dos mundos; é belo haver abatido a presunção humana, que nos é tão cara, e nos termos humilhado ante a grandeza absoluta; ainda mais belo, no entanto, será que interpretemos em sentido moral o espetáculo de que fomos testemunhas. Quero falar do poder infinito da Natureza e da idéia que devemos fazer do seu modo de ação nos diversos domínios do vasto Universo.
60. - Acostumados, como estamos, a julgar das coisas pela nossa insignificante e pobre habitação, imaginamos que a Natureza não pode ou não teve de agir sobre os outros mundos, senão segundo as regras que lhe conhecemos na Terra. Ora, precisamente neste ponto é que importa reformemos a nossa maneira de ver.
Lançai por um instante o olhar sobre uma região qualquer do vosso globo e sobre uma das produções da vossa natureza. Não reconhecereis aí o cunho de uma variedade infinita e a prova de uma atividade sem par? Não vedes na asa de um passarinho das Canárias, na pétala de um botão de rosa entreaberto a prestigiosa fecundidade dessa bela Natureza?
Apliquem-se aos seres que adejam nos ares os vossos estudos, desçam eles à violeta dos prados, mergulhem nas profundezas do oceano, em tudo e por toda a parte lereis esta verdade universal: A Natureza onipotente age conforme os lugares, os tempos e as circunstâncias; ela é una em sua harmonia geral, mas múltipla em suas produções; brinca com um Sol, como com uma gota d`água, povoa de seres vivos um mundo imenso com a mesma facilidade com que faz se abra o ovo posto pela borboleta.
61. - Ora, se é tal a variedade que a Natureza nos há podido evidenciar em todos os sítios deste pequeno mundo tão acanhado, tão limitado, quão mais ampliado não deveis considerar esse modo de ação, ponderando nas perspectivas dos mundos enormes! quão mais desenvolvida e pujante não a deveis reconhecer, operando nesses mundos maravilhosos que, muito mais do que a Terra, lhe atestam a inapreciável perfeição!
Não vejais, pois, em, torno de cada um dos sóis do espaço, apenas sistemas planetários semelhantes ao vosso sistema planetário; não vejais, nesses planetas desconhecidos, apenas os três remos que se estadeiam ao vosso derredor. Pensai, ao contrário, que, assim como nenhum rosto de homem se assemelha a outro rosto em todo o gênero humano, também uma portentosa diversidade, inimaginável, se acha espalhada pelas moradas eternas que vogam no seio dos espaços.
Do fato de que a vossa natureza animada começa no zoófito para terminar no homem, de que a atmosfera alimenta a vida terrestre, de que o elemento líquido a renova incessantemente, de que as vossas estações fazem se sucedam nessa vida os fenômenos que as distinguem, não concluais que os milhões e milhões de terras que rolam pela amplidão sejam semelhantes à que habitais. Longe disso, aquelas diferem, de acordo com as diversas condições que lhes foram prescritas e de acordo com o papel que a cada uma coube no cenário do mundo. São pedrarias variegadas de um imenso mosaico, as diversificadas flores de admirável parque.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

MENSAGEM AOS MÉDIUNS

Venho exortar a quantos se entregaram na Terra à missão da mediunidade, afirmando-lhes que, ainda em vossa época, esse posto é o...
da renúncia,
da abnegação
e dos sacrifícios espontâneos.
Faz-se mister que todos os Espíritos, vindos ao planeta com a incumbência de operar nos labores mediúnicos, compreendam a extensão dos seus sagrados deveres para a obtenção do êxito no seu elevado e nobilitante trabalho.
Médiuns! A vossa tarefa deve ser encarada como um santo sacerdócio; a vossa responsabilidade é grande, pela fração de certeza que vos foi outorgada, e muito se pedirá aos que muito receberam. Faz-se, portanto, necessário que busqueis cumprir, com severidade e nobreza, as vossas obrigações, mantendo a vossa consciência serena, se não quiserdes tombar na luta, o que seria crestar com as vossas próprias mãos as flores da esperança numa felicidade superior, que ainda não conseguimos alcançar! Pesai as conseqüências dos vossos mínimos atos, porquanto é preciso renuncieis à própria personalidade, aos desejos e aspirações de ordem material, para que a vossa felicidade se concretize.

VIGIAR PARA VENCER
Felizes daqueles que, saturados de boa-vontade e de , laboram devotadamente para que se espalhe no mundo a Boa Nova da imortalidade. Compreendendo a necessidade da renúncia e da dedicação, não repararam nas pedras e nos acúleos do caminho, encontrando nos recantos do seu mundo interior os tesouros do auxílio divino. Acendem nos corações a luz da crença e das esperanças, e se, na maioria das vezes, seguem pela estrada incompreendidos e desprezados, o Senhor enche com a luz do seu amor os vácuos abertos pelo mundo em suas almas, vácuos feitos de solidão e desamparo.
Infelizmente, a Terra ainda é o orbe da sombra e da lágrima, e toda tentativa que se faz pela difusão da verdade, todo trabalho para que a luz se esparja fartamente encontram a resistência e a reação das trevas que vos cercam. Daí nascem as tentações que vos assediam, e partem as ciladas em que muitos sucumbem, à falta da oração e da vigilância apregoadas no Evangelho.
AS OPORTUNIDADES DO SOFRIMENTO
As existências dos médiuns, em geral, têm constituído romances dolorosos, vidas de amargurosas dificuldades, em razão da necessidade do sofrimento reparador; suas estradas, no mundo, estão repletas de provações, de continências e desventuras. Faz-se, porém, necessário que reconheçam o ascetismo e o padecer, como belas oportunidades que a magnanimidade da Providência lhes oferece, para que restabeleçam a saúde dos seus organismos espirituais, combalidos nos excessos de vidas mal orientadas, nas quais se embriagaram à saciedade com os vinhos sinistros do vício e do despotismo.
Humilhados e incompreendidos, faz-se mister que reconheçam todos os benefícios emanantes das dores que purificam e regeneram, trabalhando para que representem, de fato, o exemplo da abnegação e do desinteresse, reconquistando a felicidade perdida.

NECESSIDADE DA EXEMPLIFICAÇÃO
Todos os namento evangélico, em sua divina pureza; a eficácia de sua ação depende do seu desprendimento e da sua caridade, necessitando compreender, em toda a amplitude, a verdade contida na afirmação do Mestre: “Dai de graça o que de graça receberdes.”
Devendo evitar, na sociedade, os ambientes nocivos e viciosos, podem perfeitamente cumprir seus deveres em qualquer posição social a que forem conduzidos, sendo uma de suas precípuas obrigações melhorar o seu meio ambiente com o exemplo mais puro de verdadeira assimilação da doutrina de que são pregoeiros.
Não deverão encarar a mediunidade como um dom ou como um privilégio, sim como bendita possibilidade de reparar seus erros de antanho, submetendo-se, dessa forma, com humildade, aos alvitres e conselhos da Verdade, cujo ensinamento está, freqüentemente, numa inteligência iluminada que se nos dirige, mas que se encontra igualmente numa provação que, humilhando, esclarece ao mesmo tempo o espírito, enchendo-lhe o íntimo com as claridades da experiência.
(Ver: Influência moral do médium )
O PROBLEMA DAS MISTIFICAÇÕES
O problema das mistificações não deve impressionar os que se entregam às tarefas mediúnicas, os quais devem trazer o Evangelho de Jesus no coração. Estais muito longe ainda de solucionar as incógnitas da ciência espírita, e se aos médiuns, às vezes, torna-se preciso semelhante prova, muitas vezes os acontecimentos dessa natureza são também provocados por muitos daqueles que se socorrem das suas possibilidades.
Tende o coração sempre puro. É com a , com a pureza de intenções, com o sentimento evangélico, que se podem vencer as arremetidas dos que se comprazem nas trevas persistentes. É preciso esquecer os investigadores cheios do espírito de mercantilismo!... Permanecei na fé, na esperança e na caridade em Jesus-Cristo, jamais olvidando que só pela exemplificação podereis vencer.

APELO AOS MÉDIUNS
Médiuns, ponderai as vossas obrigações sagradas! preferi viver na maior das provações a cairdes na estrada larga das tentações que vos atacam, insistentemente, em vossos pontos vulneráveis.
Recordai-vos de que é preciso vencer, se não quiserdes soterrar a vossa alma na escuridão dos séculos de dor expiatória. Aquele que se apresenta no Espaço como vencedor de si mesmo é maior que qualquer dos generais terrenos, exímio na estratégia e tino militares. O homem que se vence faz o seu corpo espiritual apto a ingressar em outras esferas e, enquanto não colaborardes pela obtenção desse organismo etéreo, através da virtude e do dever cumprido, não saireis do círculo doloroso das reencarnações.